quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mãe D'água - Sereia das Águas Amazônicas





A Mãe-d'água habita as águas doces. Rios e igarapés são os seus domínios. Por isso, quem sai para pescar em horas mortas pode incomodar a mãe d'água que facilmente se melindra e encanta o invasor castigando-o com uma febre alta que nenhum médico dará jeito.



A cultura indígena trás algumas versões para a origem da lenda. Uma delas refere-se à história de uma índia chamada Dinahí, que impressionava a todos da tribo dos Manau por sua coragem. A índia era mais valente do que muitos homens da tribo. Isso começou a causar inveja entre os guerreiros da tribo, que passaram a persegui-la de todas as formas.



Numa noite, dois irmãos de Dinahí tentaram matá-la durante o sono, mas não conseguiram porque a índia tinha a audição mais aguçada do que um felino. Dinahí acordou e para se defender acabou matando os irmãos. Com medo da fúria de seu pai, o velho Kaúna, a índia fugiu.
Kaúna saiu na noite a perseguir Dinahí que durante várias luas conseguiu escapar. Mas sozinha e cercada pelos guerreiros de seu pai acabou sendo capturada. Kaúna ordenou que a filha fosse jogada nas águas, exatamente no encontro dos rios Negro e Solimões. Nessa hora, centenas de peixes vieram em socorro da índia guerreira e sustentaram seu corpo trazendo-o até a superfície. Os raios do luar tocaram a face de Dinahí e a fizeram se tornar uma bela princesa, com cauda de peixe e de cabelos tão escuros quanto as águas do rio Negro.
A índia guerreira se tornou a Mãe-d'água, representação da beleza e coragem da mulher da Amazônia.



Fonte:http://grutamazonica.blogspot.com/2007/08/lenda-da-me-dagua.html



Imagem: Pintura a óleo "Mãe D'água, Sereia das Águas Amazônicas" Sandra Honors
Informações: (11)8632 2158

Essa obra participa da Exposição itinerante "A Amazônia é nossa". Exposição coletiva do grupo Arte e Artista. Curadoria de Paulinho Lionetti e Silvia Godoy



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